Pontos cegos da liderança

Em qual transição da liderança você está?

Depois que passamos por algumas fases no exercício da liderança, entendemos claramente o que Ram Charam chama de Pipeline da Liderança, onde a atuação do líder pode estar obstruída por não estar preparado e não atender as exigências de determinado nível de atuação.

O fato é que todas as organizações têm um conjunto de atividades de liderança por realizar. Desde uma startup, passando por micro, pequena, média e grande empresa. Os níveis são distintos e a complexidade aumenta na medida do crescimento da organização.

Imagine uma startup onde o seu criador precisa ser CEO em tempo recorde. É natural encontrar inúmeras dificuldades. O importante é estar consciente e preparado para falhar e corrigir. Ter a humildade em reconhecer as necessidades de aprendizado e buscar o apoio necessário. Charam defende a ideia de que são necessárias seis transições para formar um líder excelente. Em cada fase um conjunto de habilidades, valores profissionais e mudança no gerenciamento de tempo precisam ser desenvolvidos na medida da complexidade do negócio.

Lendo o livro de Ram Charam: O Pipeline da Liderança — faz ainda mais sentido entender o porquê de as lideranças falharem. A realidade ainda revela líderes executando tarefas que deveriam estar sendo feitas por outros. Líderes seniores que se dedicam todo o seu tempo a problemas atuais e não se preocupam com o futuro. E o que é pior, controlam a operação, obstruindo os demais líderes em cada um dos seus níveis. Vejo muito isso acontecer. O que torna muito oneroso para a organização ter líderes bem remunerados e não preparados para exercer com maestria o que se espera em cada transição. Vejo também excelentes líderes intermediários, no entanto, incapacitados de atuar em razão do principal líder da organização (presidente ou CEO) não desempenhar o seu papel neste nível, obstruindo os demais.

A única forma de desobstruir o pipeline da liderança é AGIR. Todos os gestores, de alguma forma, fazem as mesmas coisas: planejam e distribuem o trabalho, monitoram o andamento, fornecem feedback e orientação, avaliam o desempenho, orientam, desenvolvem pessoas, contratam, demitem e assim por diante. O trabalho é o mesmo em cada uma das fases de transição. O que precisa ser ajustado são os períodos (tempo) e a ênfase dada às tarefas da liderança. Sim, chamo de tarefas porque elas existem, embora distintas.

A vantagem de conhecer sobre cada passagem ajuda a identificar potenciais problemas de liderança: os “pontos cegos” em cada nível e desenvolver formas para solucionar. Mesmo em estruturas horizontais, com uma visão mais holística, as habilidades, o gerenciamento do tempo e os valores profissionais também são necessários.

Compreender o contexto de onde a empresa se encontra, analisar as dificuldades dos líderes e ter um plano de desenvolvimento individual. De nada adianta qualificar nas mesmas habilidades todos os líderes, sendo que precisam desempenhar papéis diferentes. É tempo e recurso desperdiçados.

Você percebe que alguns líderes estão com dificuldades? Você constata que os líderes deveriam renunciar a algumas tarefas diárias? Ou que não estão enxergando os sinais do mercado que vão impactar a empresa? Ou ainda, que eles têm dificuldade de delegar?

Se sim, é preciso agir urgentemente. Envia esse texto para alertar. Sempre dá tempo de recuperar, mas antes que seja tarde.

Consultora de desenvolvimento e cultura de colaboração. Meu propósito é humanizar organizações a partir do presente e construindo o futuro.

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